A democraticamente saudada lei de acesso à informação tem um fim que
está longe da nobreza que a embalou: revela salários de gato e cachorro
no serviço público, que começam a ser explorados por idiossincrasias e,
naturalmente, interesses políticos imediatos.
Dois casos já públicos – se permitem a redundância – são os do
humorista (?) Renato Piaba e da primeira-dama do Estado, Fátima
Mendonça, penalizados a priori pela mídia sedenta por figurarem como funcionários regulares na folha do Erário.
O que se tem de saber, em relação a toda a lista dos setores de
pessoal, e não somente a essas pessoas, é se trabalham ou são fantasmas.
Caso estejam em licença remunerada, a questão é se atendem a eventuais
requisitos da lei, como aplicabilidade, prazos e outros limites.
Não corresponde a nenhum preceito de justiça ou de jornalismo o foco
sobre salários enquadrados nas normas, que apenas impõe a pessoas
físicas constrangimentos por atos que, seguramente, elas não praticaram.
Importa, em nome da transparência e da moralidade, é fazer uma
reforma rigorosa da legislação, para que o dinheiro público, quando se
tratar de nomear, promover, licenciar e aposentar funcionários, não seja
a vaca leiteira que historicamente tem sido.
Fonte: Por Escrito



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